21/09/2022

Profissionais de enfermagem de Rondônia fazem paralisação em defesa do piso salarial

Além da capital, a paralisação aconteceu em diversos municípios do Estado

Paralisação aconteceu em Porto Velho e municípios do Estado

Munidos com faixas e cartazes, profissionais de enfermagem de Porto Velho e dos municípios de Cacoal, Vilhena, Pimenteiras do Oeste e Ministro Andreaza, fizeram nesta quarta-feira (21), uma paralisação para pressionar o Congresso Nacional e o Governo Federal a aprovarem as fontes de custeio do piso salarial.

Em Rondônia que concentra 20.800 profissionais de enfermagem, a concentração se deu em frente ao Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, Hospital e Pronto Socorro João Paulo II. Já no interior do Estado, grupos de enfermeiros, técnicos e auxiliares percorreram as ruas com faixas com dizeres “A luta está apenas começando”, “Sem enfermagem não tem saúde”, “Sem piso. Sem enfermagem”, “Respeite o direito ao piso salarial”, “Valorizar a enfermagem é valorizar a vida”, “A quem cuida da vida, valorização merecida”, dentre inúmeras outras frases.

O presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO), Manoel Neri, destaca que as paralisações acontecem em todo o país e tem um único objetivo: a derrubada da suspensão do piso. “A enfermagem brasileira esperou durante décadas por um piso salarial e continuaremos empenhados na busca de soluções políticas concretas para que tenhamos de volta nosso piso”.

Piso salarial – A Lei 14.434/2022 foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 4 de agosto e entrou em vigor no dia seguinte. O projeto teve amplo debate e foi aprovado pelo Senado Federal em novembro de 2021 e pela Câmara dos Deputados em maio. No dia 4 de setembro, o STF acatou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei e a suspendeu temporariamente por 60 dias. A ação foi movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que contestou a validade da medida. Para CNSaúde, o piso da categoria terá impactos nas contas de instituições de saúde públicas e privadas. A suspensão vale até que sejam analisadas as fontes de custeio.


Fonte: Coren Rondônia



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